Chile com Criança – Dia 1: Cerro Santa Lúcia

Depois da nossa chegada de madrugada e um esgotamento previsto, a programação do dia foi mais calma. Mesmo querendo dormir mais, acordamos para o café da manhã. Durante o café, colocamos a família a par dos acontecimentos da viagem de ida, pois o hotel não possui WiFi nos quartos, também aproveitamos e programamos o nosso dia.

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Nosso primeiro destino, foi o vizinho Cerro Santa Lucia. O Cerro nada mais é do que um “morro”, e foi aos pés do Cerro Santa Lucia que Santiago foi fundada em um acampamento mapuche. No século XIX, virou uma fortaleza para as tropas que eram leais ao rei da Espanha.

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É um passeio rápido e mas muito gostoso! Na subida, observamos cada detalhe da arquitetura. Lá em cima, pode-se ver a cidade de Santiago rodeada pelas Cordilheiras. Foi uma ótima escolha ter ido lá primeiro, pois a visão é mais modesta e não houve decepção ao ir em outros pontos turísticos. Foi a primeira vez que vi as Cordilheiras e confesso que foi amor a primeira vista! Mesmo com a visão levemente prejudicada pela poluição (Santiago é bem poluída),  não tem como não se impressionar com as montanhas cheias de neve que a cercam, é simplesmente lindo!

20150710_111737Subir o Cerro a pé não é tão difícil, estávamos com uma criança de 6 anos, que eu costumo chamar de velho, pois ele reclama muito, e ele subiu bem e não reclamou muito, ficou admirado com algumas coisas diferentes, como a arquitetura, os “caminhos” e os cachorros (vai entender as crianças…).

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A visão panorâmica de Santiago é bonita, comecei a reparar nos prédios e percebi que diferente de nós, lá eles conservam os prédios. A cidade em si, não é tão diferente de São Paulo, exceto pelo conservação dos prédios e limpeza das ruas. Achei uma pena, pois isso me mostrou como a minha cidade poderia ser muito mais bonita!

Saindo do Cerro Santa Lucia, fomos a uma casa de câmbio, pois não tínhamos pesos. Chegando lá (não lembro qual era), fomos atendidos por um brasileiro, o que foi um alívio, pois não entendia nada daquele chileno que eles falam (porque de espanhol não tem nada…). Aliás, nunca pensei que a língua deles me incomodaria tanto, mas acho que isso é assunto para outro post.

Aproveitamos que entendíamos o que ele falava e pedimos informações sobre algum restaurante que tivesse a comida próxima a brasileira, lembrem-se, eu estava como uma criança reclamona de 6 anos que é muito chata para comer e já estava pedindo arroz, feijão e carne. Fomos almoçar no Nuria, uma rede de restaurantes com cara de ser popular. Pedimos arroz, carne e ovo,
mas o tempero e a comida são muito diferentes e isso foi o suficiente para o Breninho não querer comer arroz até o último dia da viagem (eu comentei que ele é chato para comer?).20150710_131932_HDR

Depois aproveitamos a tarde para passear entre as lojas de departamento do centro mesmo, fomos a Fallabela, Paris e Ripley. Não há vantagem em comprar roupas lá, achei os preços os mesmos do Brasil, só é vantagem aquilo que não achamos tão facilmente por aqui, como tênis e roupas impermeáveis. Mesmo assim, não são baratos! São apenas coisas que não acharemos tão facilmente por aqui. Obviamente, tem algumas ofertas que podem valer a pena, mas nada que dê para fazer compras gigantes.

Antes de viajar eu estava com medo de passar frio, mas o frio de Santiago é bem parecido com o daqui de São Paulo (quando faz frio, rs). Acredito que nós, paulistanos, não sentimos muita diferença. Eu adoro o frio, então amei minha estadia por lá, ainda mais nesse ano que parece que o inverno não quis aparecer por aqui!

Nosso dia terminou com um jantar no B-Partners, que estava na rua do Hotel. Ele é uma cantina italiana, bem parecida com as do Bexiga e tem um garçom (que não recordo o nome) que conhece o Corinthians. Bem, como só tinha brasileiro no restaurante, não é muito difícil isso, rs.20150710_200050_HDR

Chile com Criança – A Ida

Em julho lá fomos nós passar as férias no Chile com uma criança de 6 anos, um reclamão que detesta viajar!!

Primeiro desafio, vôo com escalas! Saimos da Congonhas para Porto Alegre, confesso que fiquei meio enjuriada com o tempo de parada, mas acabou sendo mais agradável do que eu imaginava. Na espera de um vôo e outro, Breno leu revistinhas da Turma da Mônica, isso ajudou bastante, além do tablet, kkkk20150709_144920

Começamos a viagem no dia 09/07, feriado em São Paulo. Era a primeira vez que Breninho pegava avião,  mas acho que eu estava mais empolgada que ele.  ( Não importa quanto isso aconteça, eu sempre fico animada para andar de avião, pareço criança, mas essa geração de crianças que têm tudo parece não ligar para isso… =S ) Ele estava com medo, mas tiramos um pouco desse medo com uma “briga” por quem ficaria na janela. O medo logo foi superado!20150709_155954_HDR

 

Outra coisa que eu queria muito era passar no Freeshop, mas achei o de Porto Alegre fraquinho e caro, acabei não comprando nada!

O vôo para o Chile foi tranquilo, pegamos algumas turbulências na região das Cordilheiras, mas nada muito assustador. Meu filho veio desmaiado durante o vôo. Chegamos no Chile e o desembarque foi bem tranquilo e rápido, passamos pela Polícia, pela aduaneira, foi tudo bem tranquilo. Eu já tinha me prevenido de que não entravam alimentos no país (muitas mães levam feijão para os filhos). O Freeshop do Chile é imenso, mas também achei as coisas caras por lá. Mas é preciso lembrar que fui em uma época em que pagar em dólar já não vale muito a pena.

Chegamos de madrugada, 3 horas da manhã, o horário do Chile era igual ao horário de Brasilia, isso me deixou meio confusa, pois havia me informado que era 1 hora a menos. Tudo foi tranquilo até chegarmos no saguão do aeroporto. Fomos bombardeados com taxistas e empresas de transfer, eles usam a tática do “não os deixe pensar”. Foi praticamente um ataque verbal naquele espanhol estranho que eles falam. Resistimos e fomos ao guichê das empresas oficiais. Acabamos fechando um Transfer VIP, pois sairia apenas 2000 pesos a mais e nos levaria direto ao hotel.

A viagem até o Hotel foi bem rápida. Nos hospedamos no Hotel Santa Lucia no centro, na Passeo Huérfanos. Quando chegamos, nos deparamos com um lugar muito parecido com o centro de São Paulo, a região da São Bento. Então imaginem o nosso pavor ao chegar no Hotel, às 3 da madrugada, tendo que esperar abrirem para a gente e como referência o centro de São Paulo! Foi medo demais!! A entrada do Hotel era em uma rua que os carros não podiam transitar, então fomos andando e, até abrirem o portão, ficamos apavorados. Ainda bem que Santiago se mostrou menos violenta do que São Paulo.

Chegamos no Hotel bem cansados e desmaiamos para o nosso 1º dia em Santiago.